sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Walter Marques

Faleceu esta tarde, dia 24 de Dezembro, o presidente do Conselho Fiscal do Sport Lisboa e Benfica, Walter Marques, sócio 2 284, ao que sei de doença prolongada. Walter Marques, que já havia sido presidente do Conselho Fiscal do SLB em mandatos anteriores, foi também presidente da ANA e Secretário de Estado Adjunto do Tesouro do XII Governo Constitucional, encabeçado por Cavaco Silva. Partiu assim esta tarde mais um grande benfiquista, que fará parte daquele que foi descrito por Fialho Gouveia como "o quinto anel que não vemos mas sentimos". Que descanse em paz.

quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Bom Natal

A equipa do Eterno Benfica deseja aos seus leitores, independentemente de serem do Benfica ou do SLB, um Feliz Natal 2009. Aos outros, bom... aos outros também desejamos uma quadra feliz, afinal é este o espírito de um tempo que se quer de entreajuda para com os mais desfavorecidos, estejam eles a 4 ou 12 pontos (só espero não ter de engolir isto em Maio!).

quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Makukula: a força da técnica e a técnica da força

Devo dizer que sou um fã de Makukula, e tal situação não é de ontem. Para mim, o avançado luso-congolês alia aquilo que muitos dos nossos avançados, portugueses ou estrangeiros que passaram pelo nosso campeonato, não têm em simultâneo: técnica e força.

Acho que todos concordamos que Makukula é dos avançados mais fortes do Benfica em termos físicos. Aqui não há dúvidas. Quanto à técnica, é importante salientar o seguinte: técnica não é conseguir pegar na bola no meio-campo e fintar 5 adversários para fazer golo. Não. Técnica é saber rematar, cabecear, transporte de bola, entre outros atributos. E nisso, Makukula é efectivamente forte. Tomem como exemplo para comparação Óscar Cardozo: seguramente o pé mais forte de Makukula é inferior ao do paraguaio, mas o jogador emprestado aos turcos tem melhor remate com o pior pé; quanto ao cabeceamento, também é mais forte que o paraguaio, sendo que até me parece mais rápido; claro que Cardozo é mais forte em muitos outros aspectos, como o entendimento com um segundo avançado, finalização, etc.

Mas o que importa aqui saber é o seguinte: será que Makukula tem qualidade para integrar este plantel do Benfica? Para mim a resposta é óbvia: tem, mais que suficiente, até. Quando o Benfica não joga com Cardozo, sente-se claramente e falta de um ponta-de-lança que puxe pelo jogo físico, que tenha presença forte na área, e Makukula é esse avançado. Nuno Gomes, Weldon e Keirrison já jogaram e nenhum deles conseguiu fazer esquecer Cardozo quando teve de o substituir. Apesar de os dois primeiros estarem a mostrar serviço, ao contrário do jovem que veio do Palmeiras, as suas características são totalmente diferentes, pelo que ter alguém como Makukula poderia ser uma mais-valia.

Este Natal


Porque eu acredito que, se formos campeões, os 230.000 serão facilmente alcançados.

terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Eu até ia fazer um post sobre ele, hoje

São óbvias algumas das lacunas deste plantel do Benfica. Uma delas é a posição de defesa direito, lugar para o qual o futebol português tem-nos dado muitos e bons jogadores nos últimos anos, alguns deles fruto de adaptações, casos de Miguel e Bosingwa. Num plantel com tantos jogadores estrangeiros, seria bom, no meu ver, ter mais alguns jogadores portugueses, especialmente se forem benfiquistas dos verdadeiros. Onde vou chegar com esta conversa toda? É muito simples: Maxi Pereira tem debilidades e fragilidades várias que são todas, ou praticamente todas, disfarçadas pela sua entrega e garra; Miguel Vítor e David Luiz são ambos defesas centrais de raiz e apesar de terem sido soluções no passado, não devem voltar a repetir a experiência, pois não é ali, certamente, que irão fazer carreira; Luís Filipe, apesar de queimado pelos adeptos, pode ressuscitar com Jesus, mas não para defesa direito, onde é constantemente ultrapassado pelos adversário. Se jogasse a médio, no seu lugar de origem, a conversa seria outra. Portanto, defesa direito, português, benfiquista, jovem, com qualidade. João Pereira, exactamente, o novo jogador do Sporting. Já tinha dito aqui no blog por mais de uma vez que este jogador encaixava perfeitamente no plantel do Benfica, quem sabe, na equipa titular. Se vale os 3 milhões de euros pagos pelo Sporting? Talvez não... mas se o Benfica entrasse com os 2,5 que acho que realmente vale, o Braga iria ceder mais cedo ou mais tarde. O que é facto é que seria um excelente reforço para qualquer um dos grandes, e desta o Sporting acertou, também porque "a necessidade aguça o engenho".

segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

E o devido tributo ao Basquetebol

Antes do futebol, sábado também foi dia de "matança do porco" ou não estivéssemos nós em Dezembro. Nos basquetebol, Ben Reed, João Santos, Sérgio Ramos e Will Frisby, que parece ser mesmo um grande reforço, realizaram uma exibição de luxo contra aquele que parece ser efectivamente o maior e mais difícil adversário deste ano. Facto é que os encarnados estiveram sempre na frente do marcador, desde o primeiro ponto do jogo. Nunca o FC Porto conseguiu passar para a frente da partida, muito por culpa do seu treinador, Moncho Lopez, que, qual Jesualdo, se amedrontou todo e não pôs a jogar mais minutos aquele que estava a ser o melhor jogador azul-e-branco, aquele base franzino, número 4. De qualquer das maneiras, e apesar de uma desastrosa arbitragem, o Benfica venceu e venceu bem, por 78-72. Quem deve ter ficado rouco com tanta asneirada da arbitragem foi aquele senhor de sobretudo castanho claro que estava atrás do banco do Porto. Viram-no? Que máquina!

Coligação de segunda-feira

Hoje, benfiquistas, é imperdível, repito, imperdível não ver o espectáculo que vai ser dado nos programas O Dia Seguinte, da SIC Notícias e Prolongamento, da TVI 24. Os defensores portistas estão, a esta hora, a refazer os discursos de vitória que já haviam feito há duas semanas a esta parte. Por um lado, Gulherme Agrunhar e Dias Ferreira lá estarão para atacar o relvado, o árbitro, o clima, a cor das redes da baliza, etc, esquecendo-se do amedrontamento e incapacidade de Jesualdo Ferreira, do jogo ridículo de Hulk, enquanto que na TVI 24, Pôncio Monteiro e Eduardo Barroso estarão lá para falar de... não sei bem, nunca ouvi o Pôncio dizer uma frase completa, não o deixam, ele mal consegue ter sinapses, está a li em estado de decomposição no programa. Mas isto hoje promete.

Lapidar nº18


"Amo o Benfica e amo jogar no Benfica. Vou continuar."

David Luiz


Não é nada fácil, para um futebolista que não nasça benfiquista, aprender a sentir aquilo que todos os benfiquistas sentem pelo clube. David Luiz nem português é, mas conseguiu aprender isso mesmo, viver e sentir o Benfica. Tal como o seu colega de sector Luisão, David Luiz é um dos raros estrangeiros que transportam a Mística do Benfica no balneário.

Efeitos da vitória do Benfica


Vitória do Benfica salva o país, a Europa e o mundo.

A todos um Bom Natal

Começo por dizer o seguinte: hoje, Jorge Jesus, deu uma banhada táctica ao FC Porto. Jesualdo Ferreira ainda deve estar para perceber como é que o nosso treinador montou a estratégia. Há pormenores difíceis de reparar, mas a postura com que o Benfica entrou em campo e os 15 minutos finais foram de uma classe táctica que raras vezes vi no Benfica. É impressionante ver a equipa defender como defendeu no último quarto de hora, sem sofrimento. Genial.

Mais de 63 000 deslocaram-se à Luz para ver o clássico que, apesar de não decidir nada, era de uma importância mais mental do que em termos de resultado propriamente dito. O Porto vinha em crescendo nítido, enquanto o Benfica não conseguia manter, naturalmente, os sucessivos 4, 5 e 6 golos por jogo aplicados em Setembro/Outubro. A juntar-se a tudo isto, eis que a nossa equipa se apresentava dizimada por um conjunto de castigos, lesões e gripes que poderiam deixar o mais optimista dos benfiquistas com dúvidas em relação ao jogo. Entre as possíveis baixas encontravam-se Luisão, David Luiz, Ramires e Aimar, para não mencionar os já confirmados Coentrão, Di Maria e Amorim. Um total de 7 jogadores, todos eles importantíssimos, poderiam ficar de fora. Eu próprio, confesso, não esperava uma vitória do Benfica no jogo de hoje. Mas penso que nós, adeptos, no Estádio da Luz, fomos muito mais fortes que o 12º jogador portista.

O Benfica apresentou-se com um onze diferente daquele que muitos de nós tinham imaginado ou programado. Jesus evitou ao máximo mexidas e adaptações, mantendo Maxi, David Luiz, e Peixoto nas posições em que têm actuado. Urreta e Carlos Martins, que realizaram, ambos, um jogo extraordinário, substituíram impecavelmente Di Maria e Pablo Aimar, respectivamente. O Porto, por seu lado, não se apresentou com onze jogadores sequer. Hulk foi menos um, ficou metido nos bolsos de César Peixoto (enorme jogo!) e David Luiz (enormíssimo jogo!), não soube jogar para a equipa e perdeu todos os lances que disputou, além de um par de mergulhos ridículos que deveriam ter-lhe custado a expulsão, que só pecou por tardia, no túnel, depois de agredir um segurança com uma bota, levando-o ao hospital.

O apoio foi maciço nas bancadas, factor que penso ter sido essencial à vitória. A equipa esteve segura e muito tranquila, apesar de nos primeiros 5 minutos ter sido empurrada para a sua área devido a decisões duvidosas de Lucílio Baptista (é incrível, mesmo roubados com este senhor, costumamos ganhar os derbies). De resto, a primeira parte foi um passeio para o Benfica, com oportunidades de golo para Cardozo, apenas com Álvaro Pereira sobre a linha de golo, para Carlos Martins, num remate fortíssimo com o pé esquerdo, para Ramires, que rematou à figura de Helton, para Maxi, Urreta, enfim, quase todos, mas apenas Saviola conseguiu fazer o golo, merecido, sendo que a dada altura o Benfica chegou a ter 10-2 em remates, 16-6 em ataques, prova clara da supremacia encarnada no primeiro tempo.

Na segunda metade do jogo, o Benfica voltou a entrar mais forte, mas as limitações físicas de alguns elementos, como Ramires e Saviola, essencialmente estes, não permitiram que continuássemos a massacrar o Porto, cedendo a iniciativa de jogo aos azuis-e-brancos, que tiveram mais posse de bola mas não controlaram a seu bel-prazer os acontecimentos. Varela, sim, foi efectivamente um jogador perigoso, um quebra-cabeças, mas Peixoto soube sempre resolver bem as situações. Por outro lado, Rodriguez e Hulk estavam claramente desinspirados, fruto do grande jogo de Maxi Pereira, diga-se. A melhor ocasião dos dragões acabou mesmo por ser num lance de manifesta sorte, em que após remate de Meireles, a bola tabela no corpo de Luisão, traindo Quim, que estava batido, mas a bola foi para fora. Aliás, a meia-distância foi a única maneira que o Porto encontrou para ameaçar a baliza do internacional português, fruto de marcação apertada e inteligente de Luisão e David Luiz, que não se mostrou de forma nenhuma condicionado pelo cartão amarelo exibido, injustamente, a meio da primeira parte. Falcao foi uma sombra durante todo o jogo, e mesmo Farias não esteve melhor. Quanto a Quim, há que dizer que está muito bem nos jogos grandes. O homem transcende-se. Aquela defesa a remate de Álvaro Pereira é fantástica, só ao nível dos melhores, e não comprometeu ao socar as bolas cruzadas, pois num relvado tão mau e com uma bola instável e tão molhada, agarrar seria um risco enorme.

Percebendo que o Benfica começava a perder o meio-campo, Jesus fez duas substituições que na minha opinião foram a chave do encontro: a saída de Carlos Martins para a entrada de Luís Filipe, que mudou-se para o lado direito, deixando o centro ocupado por Javi Garcia e Ramires, e ainda trocou o cansado Urreta por Weldon que deu mais frescura e velocidade ao meio-campo, fazendo também com que Fucile tivesse de estar sempre atento ao plano defensivo. Jesus ganhou o jogo com estas alterações. E os meus parabéns em especial a Urreta e Martins, não só pelo jogo, mas também pela condição física que evidenciaram, pois é difícil aguentar o tempo de jogo realizado por ambos num relvado daqueles quando um está sempre lesionado e o outro raramente joga.

O Benfica foi tentando inverter o domínio azul do segundo tempo e aos poucos e poucos conseguiu. Se aquele remate de Luís Filipe tinha entrado, o estádio vinha abaixo. E se há alguém que merece um golo daqueles é o camisola 22. Não gosto dele, ninguém gosta, mas Luís Filipe, com o seu trabalho e preserverança, é um exemplo para os menos utilizados. E eu acredito pessoalmente que Jesus pode recuperar um jogador queimado por todos nós. "Levanta-te Lázaro, e anda".

Até final da partida, especialmente nos últimos 15 minutos de dilúvio, o Benfica soube manter o controlo dos acontecimentos, num enorme banho táctico e emocional dado pela equipa, como por exemplos nas situações em que Rodriguez agrediu Javi Garcia, essencial pêndulo benfiquista a meio-campo. Incrível também é o penalty não assinalado por mão desse uruguaio, mas também já nos habituámos. Peixoto e Cardozo, que está muito mais jogador de equipa e cada vez menos tosco de dia para dia, souberam aguentar o jogo junto à linha lateral esquerda do ataque encarnado, minimizando as hipóteses do Porto marcar, minuto a minuto. O jogo encaminhava-se para o fim e já com Menezes em campo, no lugar do lesionado Ramires, o Benfica soube, e muito bem, manter a vantagem, num triunfo que tem tanto de suado como de justo e merecido. A vantagem foi suficiente, no entanto pecou por escassa. Continuamos na caminhada, mais fortes do que muita gente imagina. Isto é uma corrida de fundo, e é óptimo saber que podemos contar não com 14 jogadores, mas com mais de 20, ao contrário do que sucedeu em 2004/2005. E eu continuo na minha: se o Estádio da Luz estivesse sempre cheio, sempre com este ambiente, com os benfiquistas a proporcionarem o Inferno da Luz, seriamos imbatíveis em casa. Se queremos mesmo ser campeões, é hora de serem os benfiquistas a tomarem a palavra. Vão ao estádio. Seremos campeões.

Ups...

domingo, 20 de Dezembro de 2009

Pre-derby

Podia ter acontecido. Mas não se deu o caso.

Treinador de bancada

Todos nós temos, mesmo os que não percebem nada de futebol, acham que o "seu" onze base seria capaz de ganhar qualquer partida. Eu não fujo à regra. Também tenho um treinador de bancada dentro de mim. Por isso, e a poucas horas do clássico, vou dar a minha opinião sobre os jogadores que amanhã deveriam ser titulares na equipa do Benfica.

Em primeiro lugar desconheço se Ramires e Aimar estão efectivamente recuperados das lesões que os afecta(ra)m. No caso do brasileiro, então, tenho enormes dúvidas. Acho medicamente impossível que o jogador recupere de uma entorse do joelho e da tibiotársica em apenas 6 dias. Só espero que haja decência e bom senso por parte do departamento médico e do treinador. Se estiver recuperado, deve jogar. Caso contrário, nem pensar. Não é necessário arriscar a saúde de um jogador por um jogo que vale tão só 3 pontos, sendo que este elemento será extremamente útil para toda a temporada. Por isso, vou analisar, posição a posição, as opções de Jesus face aos convocados para a recepção ao FC Porto, dando a minha opinião de quem deveria actuar.

Guarda-redes: Aqui penso que ninguém tem dúvidas. Seria irresponsável tirar Quim de um jogo com esta importância. Está rotinado, vem a subir de forma, está tranquilo. Para manter.

Defesa direito: Maxi Pereira é o jogador que costuma fazer este lugar. Se não for ele, por ter de eventualmente de fazer o lugar de Ramires quem poderá actuar a defesa direito? Apenas Miguel Vítor parece ter rotinas neste lugar. Mesmo assim, mantenho o uruguaio, pois mesmo na eventualidade de Ramires não poder actuar, penso que há outro jogar, melhor que Maxi, para fazer o lugar. Luís Filipe? Esse não conta. Esteve bem a atacar contra os gregos, mas viu-se grego para defender.

Defesas centrais: Quatro jogadores convocados. Que Luisão será titular nesta posição, ninguém duvida. A "luta" resume-se a Roderick, David Luiz e Miguel Vítor. O primeiro não seria minha escolha, pois apesar do bom jogo realizado com o AEK não tem fibra (são apenas 18 anos!) para um jogo desta exigência. Gosto muito do Roderick, acho até que poderá escrever uma bela página na história do clube, mas ainda não é o momento dele. Não se pode queimar um miúdo numa situação destas, ainda por cima quando há outras opções. A minha escolha recairia sobre Miguel Vítor, pois apesar de alguns erros ocasionais mostra sempre um elevadíssimo nível de concentração, essencial para estes jogos. Para David Luiz reservaria um papel especial, exactamente esse que me ouviram dizer que nunca mais deveria desempenhar.

Defesa esquerdo: Aqui está um belo bico de obra. Temos 3 opções: Shaffer, César Peixoto e David Luiz. Se o argentino parece forte do ponto de vista ofensivo, no plano defensivo deixa muito a desejar. Ainda por cima, quem jogar nesta posição terá de enfrentar Hulk ou Varela. Terá de ser um jogador muito rápido, atributo que falta a César Peixoto, jogador que para mim é mais competente no meio-campo que na defesa. Por isso mesmo escolho David Luiz. Eu sei, é verdade, quando joga nesta posição acumula erros atrás de erros, mas no ano passado, no Dragão, fez o lugar e com sucesso. Além disso, não terá tanta liberdade ofensiva neste jogo, pelo que não deverá deixar aquelas auto-estradas abertas para o ataque adversário. David Luiz seria a minha escolha. Por uma vez, e sem exemplo.

Médio defensivo: Javi Garcia. Aqui não há dúvidas.

Médio esquerdo: Se David Luiz vai ocupar o lugar de defesa esquerdo, para mim era César Peixoto que deveria assumir a posição que habitualmente é feita por Di Maria. É verdade que o César é completamente diferente do argentino, mas não é menos verdade que é um dos melhores jogadores do nosso plantel e ler o jogo e a saber posicionar-se. E para parar a ala direita do Porto, sem dúvida a mais perigosa, seria uma excelente opção.

Médio direito: É o lugar de Ramires, que até está convocado. Mas a própria convocatória é de 20 jogadores, pelo que, se não estiver recuperado (e acredito que não esteja!), deverá ficar na bancada. Portanto, se em condições, Ramires era o escolhido. Sem o brasileiro, o que fazer? As opções são várias: Felipe Menezes, que a mim ainda não me convenceu, faltando mais velocidade em tudo, desde a corrida à execução do passe. Para mim, o jogador vindo do Goiás não está preparado. Carlos Martins poderia ser outra solução. Mas não é. Falta-lhe ritmo e ainda não fez, penso eu, 90 minutos num jogo, esta época. Além disso, com Peixoto num dos lados e Martins no outro o Benfica ficaria sem velocidade nas alas. Urreta é, na minha opinião, o jogador que mais se encaixa no perfil daquilo que o Benfica precisa neste jogo, mas sem minutos oficiais pelos encarnados nesta época, não aguenta o ritmo da equipa e do adversário, pois já estamos em Dezembro. Por isso, quem escolher? A minha escolha é uma novidade, talvez uma invenção, mas acredito que o Benfica ganharia muito com a colocação de Weldon neste lugar. Sim, Weldon é ponta-de-lança, mas observem as suas características: é velocíssimo, ágil, e tem bom remate. É disto que precisamos para esta posição. Se no Benfica titular temos um médio esquerdo mais ofensivo e um direito mais defensivo, neste jogo, com Peixoto e Weldon seria o contrário. Pensem nisso...

Médio ofensivo: Aimar é a escolha natural, mas o mesmo que disse sobre Ramires se aplica ao argentino. O que fazer na ausência de El Mago? Nuno Gomes já jogou como médio ofensivo na brilhante caminhada europeia de Ronald Koeman, mas já com Weldon em campo, penso que seria inventar demasiado. Seriam demasiados jogadores a actuar em locais que não lhes são totalmente familiares. Sobrando Felipe Menezes e Carlos Martins, optaria pelo segundo. O Porto vai fechar-se bem lá atrás, e acredito que a meia-distãncia do português, se usada com critério, pode fazer a diferença.

Avançados: Um, ou melhor, dois lugares que não oferecem dúvidas. Saviola e Cardozo.

Resumindo, o "meu" onze seria: Quim, Maxi Pereira, Luisão, Miguel Vítor e David Luiz; Javi Garcia, Ramires (ou Weldon), Peixoto e Aimar (ou Martins); Saviola e Cardozo

No entanto, acho que Jesus vai alinhar com: Quim, Maxi Pereira, Luisão, Miguel Vítor e David Luiz; Javi Garcia, Martins, Peixoto e Aimar; Saviola e Cardozo

Chovam lá críticas e dêem a vossa opinião do onze encarnado.

sábado, 19 de Dezembro de 2009

Sorte(io)

Dos 16 adversários que poderiam calhar em sorte ao Benfica, o Herta de Berlim encontra-se, seguramente, no lote dos mais desejáveis. Os 6 pontos em 16 na liga alemã demonstram bem as fragilidades de uma equipa que ainda não se recompôs após as saídas dos avançados Voronin e Pantelic. O nosso conhecido Copenhaga também poderia ter sido uma agradável surpresa neste sorteio, mas os alemães, na minha opinião são bem mais fracos que o Everton e até que o AEK. Se passarmos esta eliminatória (e estou confiante que tal suceda), iremos enfrentar o vencedor do encontro Copenhaga - Marselha, ou seja, vamos defrontar o Marselha. Não auguro quaisquer possibilidades a alemães ou dinamarqueses. Muito provavelmente haverá uma reedição daquela meia-final da Taça dos Campeões Europeus em que o Benfica eliminou a equipa de Bernard Tapie com um golo marcado pela mágica mão de Vata. Nos fóruns do Marselha já se fala em vingança, mas é importante recordar a enorme comunidade portuguesa, e por sinal benfiquista, existente nesse país, que dará um enorme apoio ao Benfica, mesmo no mítico Vélodrome, à semelhança do que aconteceu em 2005 quando defrontámos o Lille para a Liga dos Campeões.

Uma Liga Europa com Benfica, Ajax, Liverpool, Juventus, Hamburgo, Villarreal, Atlético de Madrid, Rubin Kazan, Panathinaikos, Galatasaray, Fenerbahçe, Roma, PSV, Sporting, Shakhtar, Valência, Wolfsburgo, Werder Bremen, Marselha e Anderlecht é muito mais que uma Liga Europa.

quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Lucílio Baptista?!

Que Vítor Pereira já tinha perdido o pingo de juízo que lhe restava, já todos sabíamos. Agora que o seu estado de insanidade mental já estava tão avançado é, para mim, uma enorme novidade. Nomear Lucílio Baptista para um jogo grande do Benfica é um erro enorme, e não digo isto porque se trata do Benfica, mas sim pelos antecedentes desta personagem. Era exactamente o mesmo que voltarem a nomear Pedro Proença para um derby nosso, ou Olegário para um jogo do Porto ou Duarte Gomes para um jogo do Sporting (devido aquela brincadeira com Ricardo Peres). É inconcebível que Lucílio arbitre este jogo pois vai actuar super-condicionado. Nem ponho em causa a sua boa-fé (mas espera, qual boa fé?), mas depois da final da Taça da Liga já sabemos que o árbitro do jogo de domingo, na dúvida, beneficiará o FC Porto. Além disso, que me lembre, quando Lucílio Baptista arbitrou derbies do Benfica, o nosso clube foi claramente prejudcado, excepção feita à final da Taça da Liga. Lembro-me dos 20 livres à entrada da área para o André Cruz converter, lembro-me da expulsão do Léo no Dragão, lembro-me das múltiplas agressões de Derlei, Maniche, Nuno Valente e Jorge Costa na final da Taça, lembro-me do lançamento de Fucile dentro de campo que valeu um golo ao Porto aos 93 minutos. E não esquecerei.


Efeitos de um clássico

O clássico é apenas no Domingo, mas a Terra já treme. Que os profissionais do SL Benfica não se esqueçam de dignificar a camisola do clube esta 5ª feira, pois independentemente de quem entrar em campo para a Liga Europa estará a defender as cores do manto sagrado.

quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Yebda: até dava jeito, não dava?

Nunca percebi o empréstimo de Yebda. Em primeiro lugar por ser um dos melhores médios defensivos do campeonato português, pois além de destruir jogo também sabe sair a jogar, algo que, por exemplo, falta a Javi Garcia. Depois, porque o Benfica ficou sem cobertura para uma eventual lesão ou castigo do médio-defensivo titular. Yebda tinha tudo o que Jorge Jesus poderia desejar num jogador para aquela posição: estampa física, velocidade, bom passe curto, capacidade de sair a jogar. Mas por uma razão que desconheço, JJ não quis segurar o franco-argelino. Com esta recta final de primeira volta, Yebda daria muitíssimo jeito para fazer na quinta-feira com o AEK a posição de "6", sendo que contra o Porto poderia fazer o lugar de Ramires. Mas alguém não quis ver as coisas como elas são. Querem um bom reforço para Janeiro? Yebda. E nem precisam de gastar nem um tostão dos 18 milhões.

terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Sobre a AG de logo à noite

Não sou especialista em finanças, razão pela qual não tenho falado na AG que se vai realizar hoje mesmo para decidir a fusão da Benfica SAD com a Benfica Estádio. O que me parece é que tudo isto está a ser feito à pressa com o intuito de esconder possíveis factos que venham a desagradar à maioria dos adeptos benfiquistas.

Basicamente, a história bem resumidinha, pelo que venho lendo noutros blogs, é isto: o Benfica, com o passar dos anos vem acumulando prejuízo. Por isso, e para inverter tal situação, propõe-se a fusão da Benfica SAD com a Benfica Estádio para entrar mais dinheiro no clube para que estes problemas financeiros sejam resolvidos. No entanto, meses antes, o prórpio Domingos Soares Oliveira havia dito que tal medida não se justificava pois poderia dar problemas a nível fiscal. Os "antis", entre os quais Bruno Carvalho (!) afirmavam que era importantíssimo que essa fusão se efectuasse. Hoje, a situação é inversa: a SAD já se acha favorável à fusão e os "antis-light", leia-se Movimento Benfica, Vencer, Vencer, votam contra. No meio disto tudo o que acontece? Decide-se marcar uma AG para dia 23 de Dezembro, bela data, numa altura em que tudo é feito discretamente. Tão discretamente que dá nas vistas, daí passarem-na para hoje. Concluindo, se a proposta passar na AG, o Benfica fica numa situação em que terá, obrigatoriamente, de resolver as suas contas, numa opção que parece ser de tudo-ou-nada, caso contrário terá de vir alguém de fora, leia-se um investidor, ficar na posse do Benfica, um Abramavich ou um Shinawatra. E enquanto tudo isto se passa há mais 18 milhões de euros para investir em Janeiro.

Quem está confuso que se junte ao grupo. Cada vez percebo menos disto.

P.S. Já me alertaram na caixa de comentários para alguns erros deste texto, nomeadamente no que se refere às datas das AG's. Parece que são coisas diferentes. Muito obrigado.

segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Lapidar nº17

"Sou o melhor artilheiro português depois de Pauleta"

Hugo Almeida

A esquizofrenia atacou Bremen e Hugo Almeida foi visivelmente afectado. Este senhor com uns pezinhos de chumbo, dois tijolinhos autênticos, de marca Karadas, afirmou ao jornal Record que é o melhor artilheiro português depois de Pauleta. Assim sendo, colocam-se as questões: (1)Liedson é ou não é português e (2) Nuno Gomes é pré-Pauleta ou pós-Pauleta? Relembro que o avançado do Benfica marcou golos pela Selecção em todas as grandes provas de selecções, excepto no Mundial-2002. São já 7 golos em fases finais de Europeus e Mundiais. Hugo Almeida contabiliza... não, não contabiliza nada. Nem um para amostra. Até o pobre Postiga tem mais. Juizinho, rapaz.

domingo, 13 de Dezembro de 2009

Burrice desmesurada

Em 2006/07 o Benfica de Fernando Santos defrontou o Estrela da Amadora, na Reboleira, precisamente na jornada que antecedia o clássico frente ao FC Porto. Tal como o Olhanense, o Estrela estava minado de emprestados do clube corrupto. O que se passou nesse jogo lembro-me eu bem: cacetada do princípio ao fim. Petit, por exemplo, foi um dos maiores visados, mas acabou a partida vivo. O que se passou hoje frente ao clube satélite do Porto não foi, para mim, uma surpresa: num plantel com seis jogadores douradinhos, com um "senhor" chamado Miguel Garcia, a quem desejo uma valente trombose e com um treinador que todos sabemos quem é e o que está lá a fazer, era previsível todo o espectáculo de agressões que os jogadores do Benfica foram vítimas.

Nem sei bem por onde começar esta crónica. Começo talvez por dizer que o Benfica de hoje foi claramente de uma falta de inteligência tal que não pode voltar a repetir-se: Cardozo não foi para a rua porque não calhou. Se o árbitro quisesse te-lo-ia expulsado no sururu com Djalmir e Anselmo. Angel Di Maria voltou a demonstrar que, para além das constantes oscilações de rendimento (apesar de eu achar que em forma é o melhor jogador do plantel), tem um cérebro do tamanho de uma formiga. E Jorge Jesus continua a cometer erros crassos e bem graves, como a forma de defender as bolas paradas (porra Sigmund, não me digas que ainda acreditas naquilo) e a substituição de César Peixoto, um convite autêntico à amostragem do cartão amarelo a Coentrão. O Benfica de hoje foi um anjinho.

Face às lesões de Aimar, Amorim e Ramires (esta última pode ser gravíssima, a confirmar-se a rotura de ligamentos no joelho, apesar de não se perceber se foi joelho, tornozelo ou peróneo), e aos castigos de Di Maria e Coentrão, o Benfica vai ter enormes dificuldades em construir um meio-campo competitivo frente ao FC Porto.

Quanto ao jogo propriamente dito há que destacar a entrada forte dos homens de Olhão, que marcaram o primeiro golo num lance mal ajuizado pelo árbitro marcando uma falta inexistente. O Benfica reagiu bem e após a expulsão de Djalmir (faltou a expulsão de Castro por tesoura a Coentrão por trás) marcou o empate por Saviola. O jogo parecia encaminhar-se para um massacre, mas a atitude irreflectida de Di Maria pode ter valido uma boa parte da época. A sua expulsão veio alterar o rumo do jogo por completo. Em situação de 10 para 10, o Olhanense voltou a marcar de novo na sequência de um livre lateral, muito mal defendido pelo Benfica (mas que m*rda é aquela?!). Nem quero imaginar o Benfica defender livres e cantos desta maneira no próximo fim-de-semana com o Bruno Alves. Na segunda parte o jogo ficou ainda mais violento com o arruaceiro-mor da Liga Sagres, Miguel Garcia, a quem volto a desejar nova trombose, a agredir David Luiz, sem resposta deste, o que para mim foi uma surpresa, a capacidade de controlo do David. Foi um milagre não ter visto o cartão que o impediria de defrontar os corruptos. O Benfica acabou o jogo com quatro pontas-de-lança sendo que foi Nuno Gomes num toque de mestre, a desviar a bola subtilmente do alcance do guarda-redes de Olhão (ou do Porto?).

Quanto ao árbitro, nem sei o que dizer. Tomou decisões erradas em prejuízo do Benfica, como o livre do primeiro golo e a não-expulsão de Castro, mas não acredito que quisesse deliberadamente prejudicar o SLB, senão teria mostrado cartão vermelho a Cardozo no sururu, ou amarelo a David Luiz. Fica a dúvida.

A próxima jornada será extremamente difícil, sem esquecer que pelo meio há ainda uma partida para a Liga Europa. Felizmente já estamos classificados e no primeiro posto. Viram a importância daquilo que eu disse anteriormente? Para o Porto, o Benfica não contará seguramente com Ramires, Amorim, Di Maria e Coentrão. Será muito difícil, portanto. Eu disse difícil, não impossível.